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quarta-feira, 10 de junho de 2009

O DESAFIO DE APAIXONAR-SE

O GRANDE DESAFIO DA EDUCAÇÃO HOJE


Não existe somente um desafio, mas sim um conjunto deles, de situações que desafiam a todos nós, envolvidos com Educação em nosso país. Para buscarmos o efetivo sucesso na aprendizagem, um passo relevante é melhorarmos nossas potencialidades de mediação pedagógica. Isso é fundamental. Discutindo e pesquisando, de modo contínuo, o que é aprender e o que é ensinar: o grande desafio do sujeito educador hoje está na confirmação de sua importância social como agente de transformação. A meu ver, essencial é a sociedade como um todo se tornar educadora, envolvendo-se de corpo e alma com as questões educativas. Sozinhos, como profissionais de Educação e Saúde envolvidos com a dinâmica da aprendizagem, nós não podemos muita coisa, mas com um contrato social amplo, onde setores sociais distintos se envolvam, poderemos fazer mais do que estamos fazendo. Educação num país como o nosso deveria ser tema de primeira grandeza, valor maior a ser respeitado, meta de todos para a construção de tempos e espaços onde a emancipação humana possa acontecer a partir da Educação. Ao olharmos com mais criticidade nossa realidade, observamos absurdos imensos em nossa política, sociedade, vida enfim. Em muitos momentos, parece que chegamos ao fim e que não é possível vislumbrarmos nenhuma alternativa, que nada poderemos fazer. Lembro-me agora de uma linda frase de Dom Helder Câmara que pode alimentar nossa utópica caminhada: “Quando os problemas se tornam absurdos, os desafios se tornam apaixonantes”.Talvez um ‘surto’, em altíssimo grau, de Paixão pela Educação, por nossas Escolas, por nossos Aprendentes, por nossos Ensinantes, possa gerar novas ousadias em nossos movimentos de seguir em frente, apesar da complexa realidade de nosso tempo. O desafio maior é o de apaixonar-se! Apaixonar-se perdidamente pelo trabalho, pela pesquisa permanente pela magia da aprendizagem, que é a magia da própria Vida”.

Autor: Entrevista com João Beauclair (autor do livro “Me vejo no que vejo: o olhar na práxis educativa psicopedagógica”) para a Revista Direcional Educador, Junho/09.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

TEXTOS PARA REFLEXÃO - II


“A LIÇÃO DO CARVÃO”


O pequeno Zeca entra em casa após aula batendo forte os seus pés no assoalho, e seu pai que ia ao quintal para fazer alguns serviços na horta, ao ver aquilo chama seu filho para uma conversa...
Zeca de oito anos de idade acompanha-o desconfiado. Antes que seu pai dissesse alguma coisa, fala irritado:
__Pai, estou com muita raiva, porque o Juca não deveria ter feito isso comigo. Desejo tudo de ruim para ele. Quero matar esse cara!
Seu pai, um homem simples, mas cheio de sabedoria, escuta calmamente o filho que continua a reclamar:
__O Juca me humilhou na frente de dois amigos e eu não aceito isso. Eu gostaria muito que ele ficasse doente sem ir para a escola.
O pai escutou tudo calado, enquanto caminhava até um abrigo onde guardava um saco cheio de carvão. Levou o saco até o fundo do quintal e o menino o acompanhou calado. Zeca vê o saco aberto e antes mesmo que ele pudesse fazer alguma pergunta, o pai lhe propôs algo:
__Filho, faz de conta que aquela camisa branquinha que está secando no varal é o seu amigo Juca e cada pedaço de carvão é um mau pensamento seu endereçado a ele. Quero que você jogue todo o carvão do saco na camisa até o último pedaço e depois eu volto para ver como ficou.
O menino achou que seria uma brincadeira divertida e pôs mão a obra. O varal com a camisa estava longe do menino e poucos pedaços acertavam o alvo.
Uma hora havia se passado e o menino terminou a tarefa. O pai, que espiava tudo de longe se aproximou do menino e lhe perguntou:
__Filho, como está se sentindo agora? E o menino respondeu:
__Estou cansado, mas estou alegre, porque acertei muitos pedaços de carvão na camisa.
O pai olhou para o menino, que ficou sem entender a razão daquela brincadeira, e carinhosamente lhe falou:
__Venha comigo até o meu quarto, quero lhe mostrar uma coisa.
O filho acompanhou o pai até o quarto, que lhe colocou em frente a um espelho onde podia se ver o corpo inteiro. O menino levou um susto, pois só conseguia enxergar seus dentes e seus olhinhos. O pai, então, lhe diz ternamente:
__Filho, você viu que a camisa quase não ficou suja, mas olhe só para você. O mal que deseja aos outros é como o que lhe aconteceu. Por mais que possamos atrapalhar a vida de alguém com os nossos pensamentos, a borra, os resíduos, as fuligens ficam em nós mesmos.


Reflexão:

Cuidado com seus pensamentos, pois eles se transformam em palavras;
Cuidado com suas palavras, pois elas se transformam em ações;
Cuidado com suas ações, pois elas se transformam em hábitos;
Cuidado com seus hábitos, pois eles mudam seu caráter;
Cuidado com seu caráter, pois ele controla seu destino.

TEXTOS PARA REFLEXÃO - I


“FAMÍLIA”


Eu estava correndo e de repente um estranho trombou em mim:
_ Oh, me desculpe por favor! – foi a minha reação.
E ele disse:
_ Ah, desculpe-me também, eu simplesmente nem te vi!
Nós fomos muito educados um com o outro, aquele estranho e eu. Então, nos despedimos e cada um foi para o seu lado. Mais tarde naquele dia, eu estava fazendo o jantar e meu filho parou do meu lado tão em silêncio que eu nem percebi. Quando eu me virei, tomei o maior susto e lhe dei uma bronca.
_ Saia do meu caminho filho!
E eu disse aquilo com certa braveza. E ele foi embora, certamente com seu pequeno coração partido. Eu nem imaginava como havia sido rude com ele. Quando eu fui me deitar, eu podia ouvir a voz calma e doce de Deus me dizendo:
_ Quando falava com um estranho, quanta cortesia você usou! Mas seu filho, a criança que você ama, você nem se quer se preocupou com isso! Olhe no chão da cozinha, você verá algumas flores perto da porta. São flores que ele trouxe para você. Ele mesmo as pegou; a cor-de-rosa, a amarela e a azul. Ele ficou quietinho para não estragar a surpresa e você nem viu as lágrimas nos olhos dele.
Nesse momento eu me senti pequena. E agora, o meu coração era quem derramava lágrimas. Então eu fui até a cama dele e ajoelhei ao seu lado.
_ Acorde filhinho, acorde. Estas são as flores que você pegou para mim? – ele sorriu e disse:.
_ Eu as encontrei embaixo da árvore. Eu as peguei porque achei tão bonitas como você! Eu sabia que você iria gostar especilamente da azul.
Então a mãe respondeu:
_ Filho, eu sinto muito pela maneira com agi hoje. Eu não devia ter gritado com você daquela maneira.
E o filho respondeu:
_ Ah, mamãe, não tem problema, eu te amo mesmo assim!
A mãe respondeu:
_ Eu também te amo. E adorei as flores, especialmente a azul.



Reflexão:

Você já parou para pensar que, se morrermos amanhã, a empresa para qual trabalhmos poderá facilmente nos substituir em uma questão de dias. Mas as pessoas que nos amam, a família que deixamos para trás, os nossos filhos, sentirão essa perda para o resto de suas vidas. E nós raramente paramos para pensar nisso. Às vezes colocamos nosso esforço em coisas muito menos importantes que nossa família, que as pessoas que nos amam, e não nos damos conta do que realmente estamos perdendo. Perdendo tempo de sermos carinhosos, de dizer um “Eu te amo”, de dizer um “obrigado”, de dar um sorriso, ou de dizer o quanto cada pessoa é importante para nós. Ao invés disso, muitas vezes agimos rudimente, e não percebemos o quanto isso machuca os nossos queridos.
A família é o nosso maior bem!

UM FATOR IMPORTANTE NO SUCESSO DA APRENDIZAEM


A AFETIVIDADE NA RELAÇÃO PROFESSOR-ALUNO

A afetividade consiste em poder fazer com que a criança receba o contato físico, verbal, a relação de cuidados, mas isso também implica conflitos, envolvendo amor e raiva.
O pai e o professor, educadores que são, devem entender que têm uma missão: construir um ser humano. Isso somente acontecerá pela obra do amor, amor esse que cobra, que é duro, que traz sofrimento e preocupação, mas, por outro lado, traz muito prazer e a realização do ato humano mais criador - fazer nascer um ser de verdade.
Existem características próprias da profissão dos educadores que devem ser levadas em conta, uma vez que lidam com a formação de seres humanos e trabalham com os aspectos cognitivos e afetivos, o que exige uma diversificação de atitudes para atender às diferentes demandas escolares e sociais.
Assim, para que a criança tenha um desenvolvimento saudável e adequado dentro do ambiente escolar, e conseqüentemente no social, é necessário que haja um estabelecimento de relações interpessoais positivas, como aceitação e apoio, possibilitando assim o sucesso dos objetivos educativos.
Na condição de educadores, precisamos estar atentos ao fato de que, enquanto não dermos atenção ao fator afetivo na relação educador-educando, corremos o risco de estarmos só trabalhando com a construção do real, do conhecimento, deixando de lado o trabalho da constituição do próprio sujeito que envolve valores e o próprio caráter necessário para o seu desenvolvimento integral.
O amor, o afeto é a chave para a educação. Temos que valorizar o aluno, dando amor, afeto, carinho, o que leva a auto estima. A educação passa por um processo de transformação. O entendimento das resistências escolares cotidianas como meio para encontrar resposta à adaptação e permanência da criança ao ambiente escolar leva o educador a abrir-se às inovações da Educação Infantil.
O professor deve criar a capacidade que gere espírito crítico para a interação, para melhorar, os estímulos, incentivos, motivar para melhorar a auto estima.Fazer com que a pessoa se sinta responsável pelo processo educativo, se sinta sujeito da educação. Dar meios, elementos, para que os alunos resolvam os problemas, as soluções, os desafios.Debater, dialogar para encontrar soluções.

Enfim, compreende-se que a educação é dinâmica e provocadora de reflexões, portanto o professor deve acompanhar esse processo de mudanças e reflexões, na busca de novos conhecimentos, novos desafios e novas conquistas e através do afeto criar laços de múltiplas aprendizagens.Ser professor é reconhecer as dificuldades sim, mas mantendo uma postura ativa na minimização e superação delas. Acreditar também que as mudanças estão em cada um e que se pensamos e queremos paz, temos que começar a exercitar em nossa própria vida, em nossa família, escola, sala de aula.


Autor: Montserrat MONTES DE OCA CARIONI

sábado, 30 de maio de 2009

SEJAM BEM-VINDOS!!!!!


Criei este blog para compartilhar com meus colegas de trabalho a minha trajetória na Educação.
Sou Pedagoga e atualmente trabalho com a 1ª. série do Ensino Fundamental.
Com todos os pesares, mantenho-me com perseverança, fé e paciência na busca de um mundo melhor por meio da Educação.
Deixarei aos poucos em meu blog minhas experiências e trabalhos realizados durante os 10 anos de docência.
Espero que todos gostem e que, junto comigo possamos crescer e praticar novidades em nosso dia a dia em sala de aula.
Um forte abraço a todos e muito obrigada por estarem comigo nesta jornada.
Que Deus ilumine a abençõe todos nós.