recadosparablogseorkut.com



Semana

MÚSICAS QUE GOSTO DE OUVIR...


ClicKut.com.br

SER PROFESSOR É...

100 Formas de mostrar às crianças que você se importa

Mostrando postagens com marcador TEXTOS PARA REUNIÕES DE PAIS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TEXTOS PARA REUNIÕES DE PAIS. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

DICAS PARA UMA REUNIÃO DE PAIS DE SUCESSO

- Cause boa impressão na apresentação: a escola é nosso ambiente de trabalho, exige uma roupa condizente com nossa função. Use uma roupa discreta, sem decotes, transparências ou detalhes que atrapalhem sua movimentação. Não exagere na maquiagem. Se a escola tem um uniforme para os professores, fica mais fácil, pois você não terá que escolher o que vestir.

- Deixe a pauta da reunião em lugar visível: um cartaz ou escrito no quadro-de-giz.

- Deixe na sua mesa a documentação da reunião: lista de presença, documentos a serem entregues, textos copiados a serem entregues, pauta da reunião. Não se esqueça das canetas para os pais assinarem.

- Prepare uma lembrança da reunião: pode ser um texto, uma letra de música, uma lembrancinha feita pelas crianças (ímã de geladeira, mini-calendário, dobradura, etc.). Aqui no Baú das Mensagens há sugestões para você.

- Supere resistências iniciais: use uma dinâmica de apresentação. Se o tempo é curto, leia um texto agradável (providencia cópias para todos os pais, para que possam acompanhar a leitura). Você poderá usar uma música com letra significativa. Se tiver possibilidade, poderá trazer um texto em Power Point.

- Criar um clima favorável: a primeira reunião é a mais difícil, pois não conhecemos os pais. Tente manter a calma, o sorriso e tenha uma pauta de reunião. Eu gosto de deixar numa mesa: café, água gelada, biscoitos (ou bolo), guardanapos e copos descartáveis. Os pais percebem que você se preocupa com eles, isso cria um clima agradável e mais descontraído.
- Cortesia, atenção, simpatia: sempre presentes a qualquer momento.

- Demonstrar sólidos conhecimentos sobre o assunto a ser tratado: uma reunião deve ser preparada com antecedência. Saiba sobre o que vai falar. Os recados da direção devem ser discutidos antes da reunião, se possível devem estar escritos para evitar "interpretações".

- Estabelecer diálogo: os pais devem perceber quando poderão falar. É importante não tratar assuntos particulares na frente de todos. Deixe isso claro ANTES de começar a reunião. Caso alguém insista, peça para deixar para o final.

- Ser assertivo, sem entrar em clima de agressividade.

- Ouvir objeções até o final: mantenha a calma, saiba lidar com situações inesperadas. É a parte delicada da reunião. Caso aconteça, ouça com empatia e responda da melhor maneira possível (dica: se coloque no lugar de quem fala).

- Iniciar pelos aspectos positivos do grupo: todos os grupos têm pontos positivos, procure ressaltá-los.

- Evitar comparações de alunos e classes: isso é muito desagradável (por mais verdadeiro que seja...).

- Não expor o aluno: casos particulares devem ser tratados em atendimentos individuais.

- Deixar claro, sempre que necessário, que a reunião de pais tem como objetivo tratar de assuntos referentes ao grupo.

- Como os pais podem auxiliar ou orientar nas tarefas de casa: muitos pais não sabem como ajudar, precisam de nossa orientação.

- Envolver os pais no processo de aprendizagem do filho: informar como os filhos estão aprendendo e para quê.

- Lembre-se: os pais não esperam explanações teóricas acerca de algum tema. Procure ser objetivo e prático em sua fala.

- Não imponha seus pensamentos religiosos, pois a educação brasileira é laica. Cada um de nós tem liberdade de credo garantido pela Constituição, e deve ser respeitado seja qual for a religião seguida ou não.

Dicas úteis

- Evite gírias: Tá legal, oi cara, tudo em cima?

- Expressões repetitivas: Né; tá; viu? Certo?

- Tratamento íntimo: Meu amor, querido (a), benzinho, flor.

- Expressões dúbias: Eu acho, eu penso que pode ser, talvez, quem sabe?

- Condicionais: Seria, poderia, faria, gostaria.

- Palavras negativas: Impossível, não; sem explicar o porquê.

- "Eu não penso assim, foi a direção que decidiu."

- Falar em nome do aluno ou dos pais errado.

- "Aqui é assim mesmo, o senhor tem razão!"


“ Lembre-se: A primeira impressão é a que fica e a última também.”

Todos os créditos para http://sillovinho.blogspot.com


terça-feira, 23 de junho de 2009

TEXTOS PARA REFLEXÃO III

Leitura com os filhos ajuda a ampliar o vocabulário e o gosto pelos livros

Formar leitores em casa contribui para uma educação de mais qualidade

Anelise Zanoni | anelise.zanoni@zerohora.com.br


O calor dissipado pela lareira era para dar conforto à gurizada sentada sobre alguns almofadões. Lado a lado, as crianças de três anos observavam com olhos atentos, quase sem piscar, a história contada pela professora Fabiane.

No conto, uma menina pedia que todos os seres assustadores participassem de sua festa. Foi aí que surgiram bruxas, duendes, dragões. As crianças colocavam a língua para fora, faziam expressão de medo, viajavam no próprio imaginário. Mas uma delas, Arthur de Oliveira Schoenfeld, três anos, se dizia o mais corajoso.

– Eu não senti medo. Minha mãe me conta histórias todas as noites sobre o Batman, o Homem Aranha e o Super-Homem. Eles são fortes e não preciso ter medo – disse o menino.
A ousadia de Arthur e o português bem articulado para a idade são resultados de um exercício de atenção e paciência dos pais: eles têm o hábito de ler para o filho. Com a atividade, além de o menino entrar em contato desde cedo com o mundo das letras, ele tem despertado o gosto pela leitura, e a imaginação fica
cada vez mais desenvolvida.

– Os pais são um modelo e podem ser capazes de criar este hábito saudável da leitura desde cedo – explica a pedagoga Ana Cristina da Silva Rodrigues, doutora em Educação e professora da Unisinos.
Quem reserva alguns minutos do dia para se dedicar a ler em voz alta para os pequenos – seja livro, jornal, revista ou gibi – ajuda-os a situá-los no mundo, a ampliar o vocabulário e a desenvolver a oralidade, afirma Maria Isabel Dalla Zen, professora da Faculdade de Educação da UFRGS. Nesse mundo novo que vai se construindo e melhorando até mesmo a relação e a interação entre pais e filhos, é importante fazer circular uma variedade de temáticas, colocando à disposição diferentes assuntos para as crianças pensarem de forma mais ampla.

– Em vez de ficar insistindo com elas, os pais podem convidá-las a ouvir as histórias. Deixe que as crianças escolham o que querem ler ou ouvir. Organize um ambiente de leitura, de forma natural, fazendo convites que tenham sucesso – ensina Maria Isabel.

Formando novos leitores dentro de casa, os pais contribuem para uma educação de maior qualidade, dentro e fora da escola. Assim, os pequenos demonstrarão cada vez mais autonomia, desejo de entender o mundo, criatividade e bom vocabulário.


Ler é uma diversão

A primeira lição é simples: se o pai e a mãe não têm o costume de ler, dificilmente as crianças terão o gosto pela leitura. A família é e sempre será um exemplo para os pequenos, que tenderão a imitar as atitudes dos adultos.

Dentro e fora de casa, instigue as crianças a fazer leituras compartilhadas com os amigos e incentive-as a pensar sobre as imagens e os textos que lhes são oferecidas.

Abaixo, estão outras dicas e informações selecionadas por especialistas entrevistados e que poderão ajudar a aguçar a curiosidade e o desejo pelo conhecimento por meio da palavra impressa.


Facilite o acesso aos livros

Criar o prazer pela leitura não é tarefa difícil e exige certo comprometimento e paciência dos pais, afinal, é na escrita que estão temas sobre o pensar, o agir e a cultura da sociedade em que vivemos.
O acesso a materiais escritos, como livros, revistas, jornais e gibis, deve ser facilitado para que as crianças tenham pelo menos curiosidade de conhecer o que está disponível e para se familiarizar com as letras – elas não precisam saber ler e escrever para entrar em contato com estes materiais. Ler em voz alta para o filho é essencial para aproximá-lo do gosto pela leitura. Mostre o livro ou o jornal para ele, assim como as figuras, e solicite depois para que ele reconte a história.

Você perceberá que, aos poucos, a criança vai entrando em contato com o jogo de palavras, próprio da literatura e de outras formas, e será até mesmo capaz de recontar casos muito semelhantes ao ouvido. Um exemplo recorrente é a incorporação do “era uma vez” no vocabulário das crianças.

Outra estratégia é oferecer aos bebês livros de pano ou de plástico e borracha (para o banho) para que eles comecem a ter contato com os livros. Nas horas de lazer, se quiser agregar uma saída de casa com a leitura, faça uma visita a livrarias, bibliotecas e feiras de livros e deixe as crianças conhecerem os diferentes formatos, tamanhos e cores dos livros.


Instigue a curiosidade pelos livros

Na escola, a leitura deve começar desde a educação infantil. É essencial que os pais confiram se a instituição tem um projeto de leitura e se há livros disponíveis para uso em sala de aula ou em casa. Pais que acompanham o andamento da leitura na aula dos filhos conseguem perceber melhor os avanços.
– O incentivo é importante desde cedo porque as crianças constroem seu próprio mundo, seus significados e buscam, assim, alternativas práticas para a vida – afirma Adriana Becker Echeveste, coordenadora pedagógica da Escola Moinho.

Outra dica é na hora de comprar presentes para os pequenos: não se esqueça dos livros para crianças. Instigue-as a descobrir o conteúdo da publicação e leia para ela antes de dormir ou em momentos de folga. Isso aproxima muito pais e filhos, além de despertar o prazer pela leitura e desenvolver a imaginação das crianças.


Fontes: pedagoga Ana Cristina da Silva Rodrigues, doutora em Educação e professora da Unisinos, e Maria Isabel Dalla Zen, professora da Faculdade de Educação da UFRGS