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terça-feira, 4 de maio de 2010

UM NOVO OLHAR PARA ALFABETIZAR SEM FRACASSAR

Fundamentos Neurobiológicos nas Dificuldades de Aprendizagem é uma das matérias que estou estudando em Psicopedagogia.
Tenho refletido muito sobre este novo olhar e proposta de alfabetizar e gostaria de compartilhar com você.
Deixe um comentário!





Pedagogia Neurocientífica
A proposta de uma nova visão pedagógica para o alfabetizar





Nos últimos dez anos o desenvolvimento de pesquisas relativas às funções cerebrais superiores favoreceu a melhor explicação dessas funções fortalecendo a compreensão adequada da interatividade daquilo que foi, por nós alfabetizadores, conhecido como funções específicas. Isto é, era do nosso repertório didático-metodológico a necessidade do desenvolvimento, na criança de 6-7 anos, das habilidades específicas como pré-condição para a boa iniciação à aprendizagem da leitura e da escrita, que fora também enquadrado como condições de prontidão para essa aprendizagem. Funções específicas, percepção-discriminação visual, auditiva e gustativa, o desenvolvimento da psicomotricidade, foram as palavras-chaves daquele enquadramento teórico.
Necessárias à especificação das habilidades presentes no ato de produção da escrita e da leitura, estas funções, mostraram-se insuficientes para explicar a totalidade de atos inteligentes e complexos presentes nessa aprendizagem como, por exemplo, a representação, na escrita, por meio de um sistema simbólico, o sistema alfabético, sistema este que não é somente sonoro ou, outro exemplo, o idioma como a fonte das representações das idéias que ganha a forma ortográfica, o que não equivale dizer que se trata da simples e pura reprodução do código, sem nos esquecermos da linguagem oral, dominada como o recurso primeiro de representação das formas não verbais dos acontecimentos do cotidiano.
Aprendemos, no exercício da docência, como alfabetizadoras, a complexidade presente, tanto no objeto de conhecimento, como naquele que aprende cuja resposta não está somente na descrição das habilidades específicas ou de um vasto repertório de estratégias de ensino, mas, na necessária complementaridade das áreas de conhecimento que descrevem o sujeito do ensino e as prováveis interações presentes no codificar, no aprender a forma de representação escrita do código lingüístico. A leitura de si merece ser considerada na sua particularidade, já que não se trata somente de decodificar.
Diante desta complexa rede de interações, reconhecemos a necessidade de um suporte multidisciplinar que nos auxilie na particularidade de cada área, na compreensão deste ensino. O objetivo deste artigo é iniciar uma discussão entre professores e pedagogos sobre a necessidade das descrições da neurociência para a prática escolar. Por quê? Porque interessa-nos conhecer melhor a natureza das operações que são necessárias para, por exemplo, uma eficiente memorização, uma eficiente organização das percepções e para o desenvolvimento da linguagem oral como uma forma de representação mental. Interessa-nos conhecer melhor os processos mentais que tornam possíveis os atos de ler, escrever e, por extensão, o falar, o planejar e executar ações, e o tomar decisões. De modo particular, nos interessa conhecer como as estruturas e processos cerebrais mediam o comportamento, os aspectos relativos à constituição do conhecimento e os aspectos cognitivos da vida mental.
Como poderemos produzir uma aproximação e uma complementaridade entre áreas de conhecimento, com objetos particulares de estudo tão distintos entre si?  neurociência é a área da medicina que tem estudado o sistema nervoso. As descobertas recentes desta área fornecem subsídios importantes para a Pedagogia. Oferecem boas possibilidades de desvendar as complexidades do cérebro e compreender, inicialmente, a natureza da memória e da inteligência e o que acontece quando aprendemos. A Organização para a Cooperação Econômica e o Desenvolvimento (OECD), no livro “Compreendendo o cérebro”, sugere a promoção de relações transdisciplinares e o investimento em pesquisas transdisciplinares e reconhece a emergência de criar uma nova ciência de aprendizagem, além da necessidade de desenvolver “instituições de ciência de aprendizagem”. O Projeto “Ciências da Aprendizagem e Pesquisa do Cérebro” foi lançado pelo Centro de Pesquisa Educacional e Inovação da OCDE em 1999. O objetivo desse projeto era estimular a colaboração entre as ciências de aprendizagem e a pesquisa do cérebro, assim como entre pesquisadores e promotores de políticas públicas.
A pesquisa do cérebro está apenas começando a encontrar aplicação no campo da promoção de relações transdisciplinares. São três as áreas de pesquisa sugeridas:
1. Desenvolvimento do cérebro e alfabetização;
2. Desenvolvimento do cérebro e matemática elementar e
3. Desenvolvimento do cérebro e aprendizado permanente.
Já foram realizados três fóruns: o fórum de Nova York, em 2000, que discutiu “Os mecanismos do cérebro e a aprendizagem das crianças”; o de Granada, em 2001, que teve como tema “Os mecanismos do cérebro e a aprendizagem dos jovens” e o de Tóquio, também em 2001, sobre “Os mecanismos do cérebro e a aprendizagem dos idosos”. Na PUC-SP, sob a coordenação da professora Maria Anita Viviani Martins,
há um grupo de Pesquisa multidisciplinar e interinstitucional formado por pedagogos, psicólogos e médicos, que está desenvolvendo uma pesquisa sobre Alfabetização.
As contribuições de descobertas sobre plasticidade cerebral, memória, os sentidos, o medo, o sono e outras, vão influenciar nossa prática educacional e fortalecer estratégias já utilizadas em sala de aula, além de sugerir novas formas de ensinar. O conhecimento sobre o neurodesenvolvimento e as funções executivas pode nos auxiliar com subsídios práticos e teóricos não só para as inclusões presentes na escola, mas no ensino e aprendizado de todos os alunos.
Acreditamos que tudo isto vai auxiliar a Pedagogia nas relações de professores, pais e alunos com o aprendizado. Já sabemos, por exemplo, que o sucesso da aprendizagem é mais provável se um aluno está em um ambiente de “alto desafio” e “baixa ameaça” e que, durante a aprendizagem, há processos moleculares que controlam a comunicação entre células, ou seja, mudanças físicas acontecendo nas sinapses, que mais tarde podem ser usadas para parcialmente se reconstruir o que foi armazenado.
Poderíamos mencionar novamente a plasticidade, que nos faz rever o “fracasso” e as “dificuldades de aprendizagem”, pois existem inúmeras possibilidades de aprendizagem para o ser humano, do nascimento até a morte.
Nossa prática na inclusão de alunos com necessidades especiais já sinaliza que não temos como afirmar até que ponto cada um deles pode chegar. Notamos que modificando estratégias de ensino os alunos alcançam os objetivos propostos. Há convergências entre estudos e a produção da prática docente que nos interessam de modo particular como, por exemplo:
·  Como poderemos compreender melhor a atividade de reconhecimento e decifração na leitura e na escrita? E a produção da compreensão também na leitura e na escrita?
·  Como se dá o reconhecimento na escrita, incorporando-se o fonológico, o ortográfico e o léxico?
·  A memória e as memórias, como atuam e se integram na formação do sujeito escritor e leitor?
·  As associações e as dissociações e a representação como se constituem no aprender a ler e escrever?
·  Como se dá a evolução do grafismo e constituição das configurações que nos habilitam a reconhecer o desenho das letras?
Teríamos inúmeros exemplos da contribuição da neurociência, que mostram a necessidade de rever a teoria pedagógica e da construção e projeção da intervenção docente. Poderemos exemplificar esta aproximação com as contribuições da neurociência relacionando algumas condições que se mostram presentes no ato da escrita:
· Análise e síntese auditiva da composição dos sons. Por mais evidente que esta seja uma relação óbvia na forma da representação escrita, escrever não é obviamente a reprodução de sons, mas, a identificação sonora mediante as marcas alfabéticas de um sentido culturalmente atribuído àquela palavra. Portanto, uma representação sonora que ganha a forma ortográfica, demandando mais do que apenas a reprodução de sons. Nesta representação o sujeito busca referências no seu sistema semântico.
· Memorização de sons e imagens visuais adquiridas na relação fonemática-grafemática e compreensivas à relação que o sujeito escrevente estabelece entre: o referente, a coisa ou objeto extralingüístico, isto é, aquilo que o sujeito identifica como um fenômeno de alguma permanência que poderá ser identificado no seu sistema simbólico lingüístico-cognitivo como representante de uma referência, a referência, o pensamento, o significado que ganha uma forma de expressão no símbolo e o símbolo, a expressividade do significante.
· Organização e Orientação espacial dos elementos constitutivos da escrita na sua forma final, ou seja: a relação fonema-grafema, a organização e seqüência temporal no uso das marcas alfabéticas, e o movimento práxico de execução da escrita.
Como se vê apenas por este exemplo parcial das condições presentes na aprendizagem comum da escrita ficaremos solitários para a construção da intervenção docente, se, e somente se, nos detivermos restritamente a essa fabricação de estratégias, sem considerar as atuais contribuições descritivas do sujeito do ensino. Poderíamos acrescentar outras convergências presentes e dependentes de áreas de conhecimento, que completam nossa condição de alfabetizador, como por exemplo, as atividades implícitas de reconhecimento e decifração, entretanto, é possível visualizar a alfabetização, como resultado, na sua complexidade, como uma tarefa para não leigos.

Texto elaborado por:

Maria Anita Viviani Martins
Professora Titular da Faculdade de Educação da PUC-SP
vivimart@uol.com.br
Kátia A. Kühn Chedid
Pedagoga PUC-SP / Psicopedagoga e Orientadora
Educacional do Colégio Dante Alighieri
kakchedid@uol.com.br

segunda-feira, 5 de abril de 2010

TRANSTORNO DE APRENDIZAGEM



Estima-se que, no Brasil, cerca de 15 milhões de pessoas têm algum tipo de necessidade especial.
As necessidades especiais podem ser de diversos tipos: mental, auditiva, visual, físico, conduta ou deficiências múltiplas. Deste universo, acredita-se que, pelo menos, noventa por cento das crianças, na educação básica, sofram com algum tipo de dificuldade de aprendizagem relacionada à linguagem: dislexia, disgrafia e disortografia. Entre elas, a dislexia é a de maior incidência e merece toda atenção por parte dos gestores de política educacional, especialmente a de educação especial.
A dislexia é a incapacidade parcial da criança ler compreendendo o que se lê, apesar da inteligência normal, audição ou visão normais e de serem oriundas de lares adequados, isto é, que não passem privação de ordem doméstica ou cultural.
Encontramos disléxicos em famílias ricas e pobres. Enquanto as famílias ricas podem levar o filho a um psicólogo, neurologista ou psicopedagogo, uma criança, de família pobre, estudando em escola pública, tende a asseverar a dificuldade persistir com o transtornos de linguagem na fase adulta. Talvez, por essa razão, isto é, por uma questão de classe social, a dislexia seja uma doença da classe média, exatamente porque os pais não conseguem diagnosticar a dificuldade necessitando muitas vezes de intervenções médicas e psicopedagógicas.
No âmbito das instituições de ensino, relatos de professores registram situações em que crianças, aparentemente brilhantes e muito inteligentes, não podem ler, escrever nem têm boa ortografia para idade. Nos exames vestibulares, as comissões executivas descrevem casos "bizarros" (às vezes, motivo de chacotas) em que candidatos apresentam baixo nível de compreensão leitora ou a ortografia ainda é fonética (baseada na fala) e inconstante.
Assim, urge a realização de testes de leitura nas escolas públicas e privadas, desde cedo, de modo a diagnosticar e avaliar a dificuldade de leitura. Por trás do fracasso ou da evasão escolar, sempre há fortes indícios de dificuldades de aprendizagem relacionadas à aprendizagem da leitura de seus alunos.
Nos casos de abandono escolar, em geral, também, verificamos crianças que deixam a escola por enfrentarem dificuldades de leitura e escrita. A dispedagogia, isto é, o desconhecimento por parte dos professores, pais e gestores educacionais, do que é a dislexia e suas mazelas na vida das crianças e dos adultos também só piora a aprendizagem da leitura de seus alunos.
Infelizmente, a legislação educacional (CF, LDB, resoluções etc) não trata as diversas necessidades especiais dos educandos de forma clara, objetiva, pragmática e programática. Sua omissão tem de certa forma dificultado ações governamentais por parte dos gestores, do professor ao secretário de educação. A Constituição Federal , por exemplo, ao tratar sobre a educação especial diz: " O dever do estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializada aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino"(Artigo 208, III, CF). E perguntaria ao leitor: uma criança, com dislexia, isto é, com dificuldade de ler bem, é um portador de deficiência?
Claro que não. A Lei 9.394/96, a de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, apresenta uma melhor redação sobre a matéria. Diz assim: " O dever do estado com a educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino" (Art. 4º, LDB). Melhorou e, em muito, porque faz referências às necessidades especiais. Nesse caso, chegamos, por dedução ou exegese jurídica, à conclusão de que a dislexia é uma necessidade especial. Mas qual a natureza dessa necessidade especial?
Por exclusão, diríamos que uma criança com dislexia não é portadora de deficiência nem mental, física, auditiva, visual ou múltipla. O disléxico, também, não é uma criança de alto risco. Uma criança não é disléxica porque teve seu desenvolvimento comprometido em decorrência de fatores como gestação inadequada, alimentação imprópria ou nascimento prematuro. A dislexia tem um componente genético, exceto em caso de acidente cérebro-vascular (AVC). Ser disléxico é condição humana.
O disléxico pode, sim, ser um portador de alta habilidade. Daí, em geral, os disléxicos, serem talentosos na arte, música, teatro, desportes, mecânica, vendas, comércio, desenho, construção e engenharia. Não se descarta ainda que venha a ser um superdotado, com uma capacidade intelectual singular, criativo, produtivo e líder.
O disléxico pode, também, ser um portador de conduta típica, com síndrome e quadro de ordem psicológica, neurológica e lingüística, de modo que sua síndrome compromete a aprendizagem eficaz e eficiente de leitura e escrita, mas não chega a comprometer seus ideais, idéias, talentos e sonhos. Por isso, diagnosticar, avaliar e tratar a dislexia, conhecer seu tipo, sua natureza, é um dever do Estado e da Sociedade e um direito de todas as famílias com crianças disléxicas em idade escolar.
Vicente é professor de Lingüística da Universidade Estadual Vale do Acara(UVA, Sobral,
(CE)com mestrado em educação pela UFC.

terça-feira, 23 de março de 2010

O QUE HÁ POR TRÁS DOS DESENHOS INFANTIS

Como interpretar os desenhos das crianças

Mais de que uma atividade lúdica, fazer e colorir desenhos tem um papel muito importante no desenvolvimento de várias capacidades infantis, mas não só. Um desenho feito por uma criança exprime emoções, opiniões, medos, dúvidas e características da sua personalidade. Não é por acaso que os desenhos são uma ferramenta de trabalho preciosa nas avaliações psicológicas infantis e terapias posteriores. Saiba a que tipo de desenhos deve estar atento.

A força de um desenho

As crianças privilegiam uma folha de papel branca e lápis de cera para exprimir as suas opiniões, sentimentos e medos – muito mais do que a comunicação verbal. É esta a forma que a criançada encontra para contar uma história que terá, invariavelmente, representações de cenas e de pessoas da sua vida real. Um desenho encerra um sem número de significados, presentes em pequenos pormenores que podem não ser imediatamente evidentes, mas que com um olhar mais atento podem revelar algo que possa estar a afetar a criança de forma negativa.


Meninas x Meninos

Quem já teve oportunidade de analisar desenhos criados por meninos e meninas rapidamente verificam que, na maior parte dos casos, existem diferenças notórias. Por norma, os desenhos de crianças do sexo masculino estão intimamente ligados à ação e à força, sendo por consequencia mais escuros e até mais agressivos (podem incluir explosões, armas e monstros, por exemplo); enquanto os desenhos de crianças do sexo feminino estão mais voltados para a natureza e a serenidade, sendo mais contemplativos, belos e coloridos (incluem, não raras vezes, o sol, as nuvens, flores e personagens fantasiosas como fadas, por exemplo).


Como interpretar os desenhos

Uma área específica e alvo de estudo intensivo, os desenhos infantis são matéria privilegiada no campo da psicologia, o que significa que nem os professores ou educadores de infância estão completamente treinados para decifrar desenhos. Porém, existem sinais de alerta, presentes nos desenhos das crianças, que podem despertar pais e professores para situações anormais. Os terapeutas especialistas afirmam que a interpretação dos desenhos deve ser feita consoante a idade da criança, ou seja, um desenho todo preto feito por uma criança de 2 anos pode não ter nenhuma conotação negativa, uma vez que esta ainda não tem uma consciência clara da escolha das cores, ao invés de uma criança mais velha, com 4 ou 5 anos. No entanto, os psicólogos vão mais longe nesta matéria e defendem ainda a importância de não avaliar o desenho isoladamente, mas de considerar, para além da idade da criança, a sua personalidade, o seu desenvolvimento cognitivo e ainda o seu histórico de desenhos. Em adição, há, naturalmente, o contexto do desenho, ou seja, sugere-se que o adulto fale frequentemente com a criança sobre aquilo que desenha.

Deve estar atento a:

· Cores utilizadas e vivacidade das mesmas;

· Força ou interrupção do traço;

· Existência de sombras;

· Isolamento de determinadas figuras (“fechadas” dentro de um quadrado ou de um círculo, por exemplo);

· Ausência de determinadas figuras ou representação das mesmas numa escala muito reduzida;

· Agressividade de determinadas figuras;

· A criança passa a desenhar, continuadamente, cenários de violência;

· Desenha repetidamente a mesma figura;

· Se alguma figura é riscada ou apagada, depois de desenhada;

· Desenha figuras sem cabeça ou sem rosto;

· Não consegue desenhar-se a si próprio, numa imagem de família por exemplo;

· Desenha cenários que não são adequados à sua idade.

O que fazer?

· Não entre em pânico, nem proíba a criança de desenhar. O desenho tanto pode revelar algo negativo, como não. Mas, independentemente da conclusão final, é sempre preferível saber e descobrir antecipadamente algo que esteja menos bem na vida da criança;

· Como os adultos nem sempre vêem o que o imaginário das crianças (e a falta de técnica, compreensível nos mais novos) transpõe para o papel, é essencial manter um diálogo aberto sobre os desenhos infantis, sem recriminações, apenas muitos “porquês”. Procure descobrir a “história” por de trás de cada desenho;

· Se verificar um ou mais “sinais de alerta” (transcritos na lista acima), é importante reunir os desenhos mais recentes da criança, para verificar se existe uma recorrência desse padrão ou não. Se necessário, marque uma reunião com a professora, de forma a poder também ter acesso aos desenhos efetuados na escola;

· Fale com a criança sobre os desenhos em questão, tentando descobrir o que está por de trás dos mesmos, ou seja, a criança pode ou não dizer-lhe exatamente o que se passa ou o que se passou, por isso, será necessário estar atento às “entrelinhas”;

· Se os desenhos da criança continuar a alarmá-lo, procure ajuda profissional (Psicólogo ou Psicopedagogo);

· Acima de tudo, não desencoraje a criança de desenhar, esta é uma atividade lúdica, criativa e educacional, que deve ser praticada continuamente, até porque os seus benefícios são mais do que muitos.

Formas de interpretação do desenho infantil

Existem algumas pistas que podem orientar os pais sobre o que diz o desenho do seu filho. No entanto, são puramente orientações. Segundo a especialista canadense, Nicole Bédard, o desenho diz muitas coisas. Exemplos:


Posição do desenho – Todo desenho na parte superior do papel, está relacionado com a cabeça, o intelecto, a imaginação, a curiosidade e o desejo de descobrir coisas novas. A parte inferior do papel nos informa sobre as necessidades físicas e materiais que pode ter a criança. O lado esquerdo indica pensamentos que giram em torno ao passado, enquanto o lado direito, ao futuro. Se o desenho se situa no centro do papel, representa o momento atual.

Dimensões do desenho - Os desenhos com formas grandes mostram certa segurança, enquanto os de formas pequenas parecem ser feitas por crianças que normalmente precisam de pouco espaço para se expressar. Podem também sugerir uma criança reflexiva, ou com falta de confiança.

Traços do desenho - Os contínuos, sem interrupções, parecem denotar um espírito dócil, enquanto o apagado ou falhado, pode revelar uma criança um pouco insegura e impulsiva.

A pressão do desenho - Uma boa pressão indica entusiasmo e vontade. Quanto mais forte seja o desenho, mais agressividade existirá, enquanto as mais superficiais demonstram falta de vontade ou fadiga física.

As cores do desenho – O vermelho representa a vida, o ardor, o ativo; o amarelo, a curiosidade e alegria de viver; a laranja, necessidade de contato social e público, impaciência; o azul, a paz e a tranquilidade; o verde, certa maturidade, sensibilidade e intuição; o negro representa o inconsciente; o marrom, a segurança e planejamento. É necessário acrescentar que o desenho de uma só cor, pode denotar preguiça ou falta de motivação.

Esses tipos de interpretação, são apenas uma pincelada dentro do grande mundo que é o desenho infantil. Não devemos generalizá-los. Cada criança é um mundo, assim como as regras de interpretação do desenho infantil. Se alguma coisa te preocupa no seu filho, e se for necessário, busque um especialista.

Entre 2 e 3 anos de idade, a criança ainda não faz desenhos com significado representativo. Gradativamente a criança vai expressando traços mais significativos, entre os 2 e 3 anos, o que se nota são traços leves, ou fortes, pequenos rabiscos, etc. Entre os 3 e 5 anos de idade, a criança já tenta desenhar de acordo com a sua realidade, e conforme a própria percepção. Evidente que ainda são traços sem grande expressão, mas que para a criança tem todo um sentido.


Alguns significados de alguns desenhos:


Árvore: Refere-se ao físico, emocional e intelectual da criança, Quando o tronco da arvore é alto e largo, revela que seu filho tem muita força na superação dos problemas. Quando o tronco for pequeno e estreito, revela vulnerabilidade às complicações.Se houver excesso de folhas, a criança tem grandes ocupações talvez em excesso. Se houver poucas folhas, e galhos a criança está triste.

Casa: Desenho de uma casa grande, demonstra grande emotividade, se for uma casa pequenina seu filho demonstra que é uma criança retraída.

Barco: Desenhar barco significa que a criança adapta-se facilmente a imprevistos. Barcos grandes revelam que seu filho não gosta de mudanças e aprecia ter controlo da situação, se for barco pequeno seu filho é sensível, e tem grande intuição.

Flores: desenhar flores significa que seu filho é uma criança alegre e feliz.


Fonte: um livro muito interessante “Como interpretar os desenhos das crianças” da pedagoga Nicole Bedard – Edições CETOP, que poderá lhe ajudar a compreender melhor os desenhos infantis; e assim poder conhecê-lo mais profundamente.


segunda-feira, 22 de março de 2010

COMO INTERPRETAR DESENHOS INFANTIS

O significado dos

Desenhos Infantis

Fomentar o desenho nas crianças significa favorecer a sua aprendizagem, diverti-las, conhecer melhor a sua evolução, o seu caráter e como se sentem em cada momento. Sobretudo é fundamental quando a criança não sabe ainda muito bem como expressar-se.

Desde o momento em que o recém nascido abre os olhos para a vida, rodeia-o um mundo de cor. Brancos e negros para começar, e a seguir vermelhos, amarelos, laranjas, rosas, violetas, todo o arco íris brinca com a criança, repartindo-se entre os lençóis e o berço, os brinquedos e a roupa. Inconscientemente inundamos de cor o quarto do bebê. Começamos assim a abrir-lhe a porta que dá passo ao mundo da criatividade e da fantasia.

Tudo isto contribui para a gestação do seu modo de expressão, fundamental nos primeiros anos, e chegará um dia, quando tiver os seus dois anos, em que apenas seja capaz de segurar o lápis, em que um impulso vital levará a criança a deixar sobre o papel (mas não só) a sua marca A criança iniciou-se no desenho, e a sua evolução ajudar-nos-á a conhecê-la ainda melhor.

Existe um sem número de materiais, de presentes obrigatórios que devemos oferecer aos menores sempre que seja possível. Papel, pintura para pintar com os dedos, têmperas, lápis de cera e marcadores grossos enquanto são pequenos, deixando os lápis para mais tarde. Deixemos que pintem com os dedos - as mãos e o corpo são o melhor meio de que dispõem para se expressarem livremente. Devemos ser prudentes com a interpretação dos rabiscos infantis, e não conferir uma importância excessiva ao seu sentido.

Os desenhos das crianças permitem-nos conhecê-las e ajudá-las na difícil tarefa de crescer e de aprender o que é o mundo. Através deles as crianças expressam as suas preocupações e os seus sentimentos mais íntimos. Os seus desenhos contam-nos tudo. Quando as crianças são pequenas, a sua linguagem gráfica é muito mais rica e expressiva do que o que lhes permite a sua linguagem oral precária. Querem descobrir-se perante nós, assenhorear-se do mundo. Para ajudá-las, nada melhor do que convidá-las a desenhar.

Com um pouco de intuição e umas pautas muito simples, podemos interpretar o que querem dizer com os seus desenhos. Entre todos os temas possíveis, o da família é o que melhor reflete o mundo em que as crianças se movem, e onde centram as suas vivências. É o tema do desenho infantil mais comum e mais representativo.

PAUTAS QUE AJUDAM A INTERPRETAR OS DESENHOS:

1) A criança começa por desenhar a personagem que mais valor tem para ela, colocando-a à esquerda. Esta é a figura maior, perfeita e detalhada.

2) Rejeição a algum membro da família: elimina a personagem do desenho, pinta-a menor ou pior que as restantes, colocam-a numa esquina, atrás da janela ou por baixo do resto da família.

3) Rabiscos suaves e curvas revelam uma criança feliz e contente.

4) Traços curtos, retos e angulares indicam que a criança não se encontra bem.

5) Borrões e manchas sobre as figuras indicam possíveis conflitos.

ETAPAS CRIATIVAS:

1) De 1 a 2 anos: rabiscos sem controlo, traços impulsivos e descontrolados.

Não pretendem significar nada.

2) De 2 a 3 anos: traço circular e controlado unido à voz da criança que nos explica o que é.

3) De 3 a 4 anos: aparecem os cabeçudos (cabeça e duas pernas) a eu vai depois acrescentando os olhos, a boca, as orelhas, o cabelo.

4) De 4 a 5 anos: pinta o que vê e o que deseja. Representa-se a si mesma.

5) De 5 a 7 anos: aperfeiçoa o traço e as formas, interessa-se pelas coisas que a rodeiam e retrata-as sobre o papel.

Autora: Rebeca Fernández Quintana

Fonte: http://www.imaginarium.pt/contenidos/contenido?metodoAction=detalleContenido&idContenido=643

MODELOS DE BILHETES E RECADOS PARA AGENDA








quinta-feira, 18 de março de 2010

MANUTENÇÃO NO BLOG

Estou fazendo algumas manutenções no blog e gostaria de pedir desculpas e paciência aos meus leitores, pois logo, logo ficará bacana. Para sugestões, mandem-me por e-mail.

Um forte abraço para todos!!!